quarta-feira, 28 de março de 2012

CURSO BASICO EM REDES - PARTE VI

1.6.2.3 – Acessórios de conexão

Da mesma forma que o cabo coaxial, cabos par trançado precisam de conectores para serem plugados a placas de rede e demais equipamentos de rede.

Conector RJ-45 – O conector usado nos cabos par trançado é conhecido como RJ-45. Ele é bem maior do que o RJ-11 usado nas instalações telefônicas além de possuir 8 vias, enquanto o RJ-11 possui apenas 4. Pode ser macho ou fêmea. O macho é usado para ligar cabos aos equipamentos ou a conectores fêmea, para ligar dois segmentos de cabo.


Figura 1.30 – Conector RJ-45 macho

Quando se trata de grandes instalações UTP, existem diversos componentes que ajudam a estruturar melhor o cabeamento e facilitam seu manuseio e manutenção.

Racks de distribuição – Usados para organizar uma rede que tem muitas conexões. Se constitui em um ponto central para as conexões tanto de um andar como de vários andares.


Figura 1.31 – Rack de distribuição

Patch Panels – Pequenos módulos que são instalados nos racks. Possuem várias portas RJ-45, podendo chegar até 96.


Figura 1.32 – Patch Panel de 24 portas

Cabos RJ-45 (patch cords) – Também conhecidos por patch cords, nada mais são do que cabos UTP já crimpados, normalmente com distância de 1 metro. Eles são usados nos patches panels e nas tomadas RJ-45.

Tomadas RJ-45 – São conectores fêmea dentro de um invólucro, que permite a ligação dos fios do cabo neles.


Figura 1.33 – Tomadas RJ-45.

Espelhos de parede – São caixas que são instaladas próximo aos computadores dos usuários. Normalmente são instaladas nas paredes e são usados com as tomadas RJ-45.


Figura 1.34 – Espelhos de parede

Imagine que você precise ligar computadores de um setor de uma empresa à rede, mas não há cabos chegando até aquele setor. Em um cabeamento não estruturado você seguiria os seguintes passos:

» Passaria cabos para atender aquele setor.

» Identificaria os cabos

» Colocaria os referidos em canaletas

» Crimparia os cabos

» Ligaria os cabos direto as suas respectivas placas de rede.

Agora imagine a mesma situação em um cabeamento estruturado.

» Passaria os cabos

» Identificaria os cabos

» Faria as ligações dos fios dos cabos nas referidas tomadas RJ-45.

» Usaria patch cords para ligar os computadores as tomadas RJ-45.

» Usaria patch cords para ligar as portas do patch panel a um switch.


Figura 1.35 – Diversos componentes de um cabeamento estruturado

1.6.2.4 – Considerações sobre cabeamento UTP

Cabeamento UTP é recomendado nas seguintes situações:

» Restrições no orçamento

» Necessita-se de uma instalação fácil com conexões simples

E não é recomendado , nas seguintes situações:

» A LAN necessita de um alto nível de segurança e deve garantir a integridade dos dados.

» Transmissão de dados a longas distâncias e em altas velocidades é um requisito.

1.6.3 – Cabo de Fibra Ótica

Nos cabos de fibra ótica, sinais de dados são transportados por fibras óticas na forma de pulsos modulados de luz. É um meio seguro de transmitir dados porque diferentemente dos fios de cobre, onde os dados eram transportados na forma de sinas elétricos, nenhum sinal elétrico é transportado pelos cabos de fibras óticas. Isto resulta em duas coisas: na impossibilidade de roubo dos dados e na impossibilidade de escuta do cabo. Os sinais quase não sofrem atenuação e são puros. Por todas essas razões, fibra ótica é um ótimo meio de transmissão de dados em alta velocidade e de grande capacidade. Porem seu custo é elevado e sua instalação complexa.

1.6.3.1 – Composição

O cabo de fibra ótica é composto por um cilindro de vidro extremamente fino, chamado núcleo, envolvido por um outro cilindro de vidro chamado de casca.

Núcleo – Por onde trafega a informação.

Casca – Confina o raio de luz de modo que ele fique dentro do núcleo.

Fibras são às vezes feitas de plástico, porém o plástico transporta os pulsos de luz a distâncias menores que o vidro. Possuem dimensões muito reduzidas se comparadas ao cabo de cobre.

Transmissão em cabos de fibra não estão sujeitos a interferência elétrica e são extremamente rápidos podendo chegar a taxas de transmissão de 1 Gbps. Podem transportar o sinal por muitos quilômetros.


Figura 1.36 – Cabos de fibra ótica

1.6.3.2 – Tipos de Fibra

As fibras são classificadas por seu tipo de fabricação, forma da propagação dos raios de luz e capacidade de transmissão. Existem dois tipos básicos: fibra multímodo e monomodo

Fibra multímodo – Possuem dimensões do núcleo relativamente grandes, permitem a incidência de luz em vários ângulos, são fáceis de fabricar. Podem apresentar apenas um nível de reflexão entre o núcleo e a casca (índice degrau) ou vários níveis de reflexão entre o núcleo e a casca (índice gradual). Com relação a casca podem apresentar apenas um envoltório sobre o núcleo (casca simples) ou mais de um envoltório (casca dupla), usa como fonte de emissão de luz o led. No que tange a capacidade de transmissão, pode transmitir em 10 Gbps até uma distância máxima de 300 m, e 100 Mbps até uma distância máxima de 2 km. A tabela abaixo traça um comparativo entre velocidades e distâncias para a fibra multímodo.




Figura 1.37 – Uma fibra multímodo


Figura 1.38 – Transmissão em fibras multimodo

Fibra monomodo – Dimensões de núcleo menores, incidência de luz em um único ângulo, não há reflexão, usa como fonte de emissão de luz o laser, sua fabricação é complexa. No que tange a capacidade de transmissão, pode transmitir em 10 Gbps até 40 km e 1 Gbps até 5 km. A tabela abaixo traça um comparativo entre velocidades e distâncias para a fibra monomodo.




Figura 1.39 – Uma fibra monomodo


Figura 1.40 – Transmissão em fibra monomodo

1.6.3.3 – Considerações sobre cabos de fibra ótica.

Cabos de fibra são adequados para situações em que:

» Há necessidade de transmissão de dados em grandes velocidades a grandes distâncias de uma forma muito segura

Seu uso é desaconselhável nas seguintes situações:

» Restrições no orçamento

» Os profissionais não tem experiência suficiente para instalar e conectar os dispositivos.

1.6.4 – Selecionando o cabeamento

Para determinar qual cabeamento é mais indicado para uma determinada situação, devemos estar atentos as seguintes questões:

» Quão pesado será o tráfego da rede?

» Qual o nível de segurança exigido?

» Que distâncias o cabo deve cobrir?

» Quais as opções de cabo disponíveis?

» Qual o orçamento para o cabeamento?

Quanto maior a proteção contra ruídos externos e internos, maior será a taxa de transmissão ,mais longe o sinal será transportado sem atenuação e maior a segurança dos dados. Por outro lado, mais caro será o cabo. A tabela abaixo compara os diversos tipos de cabos segundo as questões mencionadas.

CURSO BASICO EM REDES - PARTE V

1.6.1.1 – Conectores

Os conectores servem para conectar os cabos aos computadores. No mundo dos cabos coaxiais são simplesmente conhecidos por BNC, mas na realidade o termo BNC se refere a família desses conectores. Existem vários componentes que fazem parte dessa família. No mercado, o termo BNC é apenas usado para se referir a dois conectores da família.

Conector BNC Macho – O conector BNC é um conector macho e pode ser tanto crimpado ou soldado no final do cabo.


Figura 1.23 – Conector BNC

Conector T – Usado para ligar a placa de rede ao cabo da rede.


Figura 1.24 – Conector T

Conector BNC Fêmea – Usado para interligar dois segmentos de cabo coaxial fino, transformando-o em um único segmento.


Figura 1.25 – Conector BNC Fêmea

Terminador – Usado para terminar a rede (um em cada extremidade). Normalmente possui impedância de 50 Ohms. Sem ele haverá reflexão de sinal e toda a atividade na rede será paralisada.


Figura 1.26 – Terminador

1.6.1.2 – Tipos de materiais usados em cabos coaxiais

Cabos coaxiais são feitos de dois tipos de material.

» PVC

» Plenum

PVC – Tipo de plástico usado na construção da camada de isolamento e na capa do cabo. É flexível e pode ser usado em áreas externas, porém quando queima, solta gases tóxicos.

Plenum – Possui materiais especiais tanto no isolamento quanto na capa do cabo. Esses materiais são certificados para serem resistentes ao fogo e produzem uma quantidade mínima de fumaça. Usado em tetos e pisos. É mais caro e menos flexível que o PVC.


Figura 1.27 – Cabeamento Plenum e PVC em um escritório

Uma consulta aos códigos de incêndio deveria ser feita antes de usarmos cabos coaxiais em um escritório.

1.6.1.3 – Considerações sobre cabeamento coaxial

O uso do cabo coaxial é necessário se estamos diante das seguintes situações:

» Transmissão de voz, vídeo e dados

» Transmissão de dados a grandes distâncias (superiores a 100 metros) utilizando cabeamento relativamente barato.

» Oferecer uma tecnologia familiar com relativa segurança

1.6.2 – Cabo Par Trançado

Um cabo par trançado é formado vários pares de fios trançados entre si, envolvidos por uma espécie de proteção, que pode ser de vários tipos de material. Se assemelha aos cabos usados na telefonia. O número de pares varia de um tipo de cabo para o outro, por exemplo, em cabos telefônicos são 3 pares e em cabos usados em rede, 5 pares. O trançamento dos fios tem a finalidade de evitar a interferência de ruídos causados pelos fios adjacentes e evitar interferência causadas por fontes externas, tais como motores e transformadores.

Os cabos par trançados podem ser blindados (STP) ou não blindados (UTP).


Figura 1.28 – Cabos UTP e STP.

1.6.2.1 – Cabo UTP

O cabo UTP passou a ser o cabo mais popular no uso das redes. Cada segmento pode chegar no máximo a 100 metros.

As especificações determinam quantos trançamentos são permitidos por metro de cabo, e o número de trançamentos depende do propósito para qual o cabo será utilizado.

A EIA/TIA (Associação da industria eletrônica e de telecomunicações) especificou o tipo de cabo UTP a ser usado em várias situações de cabeamento. Os tipos incluem 5 categorias.

Categoria 1 – Se refere ao cabo telefônico tradicional, que pode transportar voz, mas não dados. Muitos cabos telefônicos anteriores a 1983, eram cabos dessa categoria

Categoria 2 – Certifica cabos UTP para transmissões de dados de até 4 Mbps. Possui 4 pares de fios.

Categoria 3 – Certifica cabos UTP para transmissões de dados de até 16 Mbps. Possui 4 pares, com três trancamentos por metro de cabo

Categoria 4 – Certifica cabos UTP para transmissões de dados de até 20 Mbps. Possui 4 pares de fios.

Categoria 5 – Certifica cabos UTP para transmissões de dados de até 100 Mbps. Possui 4 pares de fios

Categoria 5e – Certifica cabos UTP para transmissões de dados de até 1 Gbps. Possui 4 pares de fios. Tem a mesma aparência dos cabos de categoria 5, mas possuem uma qualidade melhor.

Um problema potencial com todos os tipos de cabeamento é o crosstalk. Crosstalk pode ser definido como interferência entre dois cabos UTP. UTP é sensível ao crosstalk, mas quanto maior o número trançamentos por metro de cabo, maior será a resistência do cabo a esse tipo de interferência.


Figura 1.29 – Crosstalk.

1.6.2.2 – Cabo STP

O cabo STP se diferencia do UTP pelo tipo de material usado para proteger os fios de cobre. Esse material dá ao STP excelente blindagem contra interferências externas. Isso faz com que o STP possa suportar altas taxas de transmissão de dados e ter um alcance maior que o UTP.